Matéria em destaque

Mais matérias

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Capitão da PM baiana soma mais de 50 anos de prisão e é investigado por receber R$ 102 mil em vantagens ilegais

Quatro condenações judiciais estabeleceram penas que, somadas, ultrapassam 50 anos de prisão para o capitão da Polícia Militar da Bahia Fabrício Carlos Santiago dos Santos, conhecido como Capitão Toddy. O ex-comandante foi condenado a 50 anos, 10 meses e dois dias de prisão em processos relacionados a corrupção passiva e peculato, segundo informações divulgadas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA).

As investigações apontaram que o oficial teria utilizado sua função de comando para obter vantagens financeiras e disponibilizar recursos da corporação para atender a interesses particulares. Os episódios apurados ocorreram principalmente em Santa Cruz Cabrália, no extremo sul do estado.

A condenação mais recente foi proferida em 8 de outubro de 2026, quando a Justiça estabeleceu uma pena de 18 anos e quatro meses de prisão. Segundo o Ministério Público, durante o período em que comandava a 4ª Companhia da PM no município, o capitão recebeu pagamentos indevidos para direcionar policiais e viaturas à segurança privada de uma barraca de praia em Coroa Vermelha. Ele também teria antecipado informações sobre operações de fiscalização.

Durante a apuração desse caso, foram identificadas 74 transferências financeiras que totalizaram R$ 102.013,72. Os valores foram relacionados às vantagens indevidas investigadas pelas autoridades.

Outro processo resultou em uma condenação de 21 anos, um mês e 27 dias de prisão, proferida em junho de 2026. Nesse episódio, a investigação apontou que o militar teria recebido benefícios financeiros em troca da disponibilização de policiais e viaturas para fazer a segurança de uma propriedade particular na região de Campo Verde.

O histórico judicial inclui ainda uma condenação de cinco anos, um mês e 27 dias de prisão, em setembro de 2025, por corrupção passiva. Em maio daquele mesmo ano, outra sentença estabeleceu pena de seis anos, dois meses e oito dias pelo mesmo crime. Esse processo envolveu suspeitas de cobrança de vantagens indevidas relacionadas à liberação de uma motocicleta apreendida.

Os procedimentos foram conduzidos com a participação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Sul), ligado ao Ministério Público da Bahia. As ações penais tramitaram na Justiça Militar estadual.

Fabrício Carlos Santiago dos Santos está preso preventivamente desde janeiro de 2025. Até o momento, não há confirmação, nas informações fornecidas, sobre a apresentação de recursos da defesa contra as decisões judiciais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário