Trabalhadores terceirizados responsáveis pelos serviços de limpeza da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), localizada entre Itabuna e Ilhéus, denunciam uma série de problemas trabalhistas que, segundo eles, se arrastam há meses. Entre as principais reclamações estão atrasos salariais, falta de pagamento de benefícios, possíveis irregularidades nos depósitos do FGTS e ausência de materiais básicos para a execução das atividades.
O serviço é realizado pela empresa Positiva Empreendimentos e Comércio Ltda. Funcionários procuraram a reportagem e encaminharam documentos para relatar a situação. Eles pediram anonimato por medo de possíveis represálias no ambiente de trabalho.
De acordo com os trabalhadores, o vale-transporte está pendente desde o fim de setembro, enquanto o vale-alimentação referente a outubro ainda não teria sido creditado. Os funcionários também relatam dificuldades para receber os salários dentro do prazo, situação que comprometeria o pagamento de despesas básicas, a compra de alimentos e o deslocamento até o campus.
Comprovantes apresentados à reportagem, segundo os denunciantes, indicariam saldos zerados nos aplicativos de benefícios e atrasos em depósitos do FGTS.
Trabalhadores denunciam falta de materiais
Além dos problemas financeiros, os profissionais afirmam que faltam produtos e equipamentos essenciais para a limpeza, como sabão, cloro, luvas e panos de chão. Também relatam contato diário com resíduos e dejetos sem o pagamento do adicional de insalubridade que reivindicam.
A insatisfação teria levado os trabalhadores a considerar uma paralisação nos últimos dias. Segundo os relatos, a equipe retornou às atividades após uma promessa de regularização das pendências até quarta-feira (14).
Entretanto, os funcionários afirmam que receberam informações sobre um suposto bloqueio nas contas da empresa, o que poderia atrasar os pagamentos por até 15 dias. Eles também relatam pressão de supervisores para evitar uma nova suspensão dos serviços.
Comunidade cobra esclarecimentos
A situação gerou questionamentos nas redes sociais, com cobranças à reitoria da UESC e às entidades representativas da instituição sobre a fiscalização do contrato de prestação de serviços.
Até o momento, o relato encaminhado à reportagem não apresenta um posicionamento oficial da empresa Positiva Empreendimentos e Comércio Ltda. nem da administração da universidade sobre as denúncias.
O espaço permanece aberto para que a empresa e a UESC apresentem esclarecimentos sobre os pagamentos, o fornecimento de materiais e as condições de trabalho dos profissionais terceirizados.

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